O Sol sumiu
Dizem que a Onça Azul, a onça do céu, engoliu o Sol numa mordida só. Depois veio o frio, depois a fome, depois a Grande Enchente. Sobrou pouca gente pra contar.
RPG online no navegador
Faz 80 anos que o Sol não nasce. A única luz que sobrou é um fogo azul preso num poço, e tudo que a sua vó jurava que era lenda tá lá fora, no escuro, com fome. Pega um facão, chama os amigos e vai.
Vendo se o servidor está no ar…
Veja o jogo
Gravado no jogo, direto no navegador: pega missão na vila, parte pra cima dos bichos do mato e encara chefe até o fim. Quer ouvir? Toca no alto-falante.
A história
Ninguém vivo lembra como era o dia. Os velhos contam histórias diferentes sobre o que aconteceu, mas todas terminam igual: alguém morreu feio.
Dizem que a Onça Azul, a onça do céu, engoliu o Sol numa mordida só. Depois veio o frio, depois a fome, depois a Grande Enchente. Sobrou pouca gente pra contar.
Quando a água baixou, a cobra Boiguaçu comeu os olhos dos afogados e virou o Boitatá, uma cobra de fogo. Arrancaram pedaços dele e prenderam em poços: são os Fogaréus. A chama azul segura o escuro longe da vila. O preço todo mundo sabe e ninguém fala: o fogo só continua aceso se você der olho de defunto pra ele comer.
Fica tempo demais no escuro e você começa a secar. Primeiro o olho afunda. Depois a pele gruda no osso. No fim você levanta da cova como Corpo-Seco, e quem te achar vai ter que te matar de novo. E as assombrações das histórias de vó? Tão todas soltas no mato.
Você é um sobrevivente. Sai da luz pra caçar o que a vila precisa pra não apagar. Voltar inteiro é opcional.
Escolha seu ofício
Cada uma tem 9 técnicas só dela, e você escolhe 3 pra levar. Sem mana, sem esperar recarga: é bater, desviar e bater de novo.
Facão da Vila
Chega batendo. Cinco golpes de facão em sequência e ainda aguenta apanhar. Pra quem gosta de resolver na mão.
Fogo azul na mão
Joga fogo azul em quem estiver na frente, de longe e em vários de uma vez. Mas cai fácil, então ou você é rápido ou vira janta.
Reza Forte
Cura o grupo, fecha o corpo e, quando precisa, a reza dela queima assombração. Joga sozinha de boa.
Lugares
Poucos lugares ainda têm luz. O resto é trilha de tropeiro no escuro, e você vai ter que passar por ela.
Vila segura
Seu porto seguro. Ferreiro, benzedeira, mercado e gente de verdade em volta do poço. Aqui dentro ninguém te ataca.
Roça
Cana morta até onde a vista alcança. E as covas do cemitério? Amanhecem abertas. Toda noite.
Vila abandonada
Vila largada às pressas, com uma capela de sino rachado. Não tem ninguém pra tocar. Mas de madrugada ele toca.
Serra fria
Um engenho congelado no alto da serra. A moenda parou no meio do serviço, e quem trabalhava lá ainda tá lá dentro.
Sem Fogaréu · PvP
Longe do fogo não tem lei. Aqui outros jogadores podem te atacar, e você a eles. Entra quem quer.
Masmorra · 2 entradas por dia
Desce pelos corredores de pedra até o fundo. A Boiguaçu tá lá, presa em correntes. Por enquanto.
E isso é só o começo: Garimpo, Brejo das Almas, Mangue da Cuca, Mata do Curupira e mais. São 15 capítulos de história.
Assombrações
Lembra das histórias que te contavam pra você dormir cedo? Então. Era tudo verdade, e agora elas vêm atrás de você.
Uma perna, gorro vermelho e zero respeito. Some no redemoinho antes de você virar.
No lugar da cabeça, fogo. Corre a noite inteira e atropela quem tiver no caminho.
Lembra da música de ninar? Ela é real, tem cara de jacaré e não tá cantando.
Canta bonito na beira do rio. Quem chega perto pra ouvir não volta.
Aparece no forró todo arrumado, dança com todo mundo e some na água antes de amanhecer. Ninguém nunca viu ele tirar o chapéu.
Protegia a mata, com os pés virados pra trás pra enganar caçador. A mata apodreceu, e ele apodreceu junto.
O pedaço que escapou do poço. Uma cobra de fogo azul do tamanho de uma rua, queimando tudo que encontra.
Sem Sol e sem lua, ele parou de virar homem. Esqueceu como era.
Gigante de um olho só e uma boca no meio da barriga. Sozinho você não derruba. Chama a galera.
Bateu na mãe e foi amaldiçoado: ganhou uma cuia no lugar da cabeça. Ronda a beira do rio procurando quem pegar.
A cobra grande que começou tudo isso, comendo os olhos dos mortos. Mora no fundo de um poço e sabe que você vai descer.
Você sente o chão tremer um segundo antes. Depois já tá lá embaixo.
E isso é só uma parte. Tem muito mais coisa no escuro.
O que dá pra fazer
Abre no navegador e joga. Sem baixar nada. Seu personagem fica salvo.
Junta sua turma numa guilda: chat só de vocês, baú da guilda, evento toda semana e ranking pra mostrar quem manda.
Quer paz? Fica nas áreas normais. Quer briga? O Sertão do Breu tá te esperando.
Duas masmorras por dia e chefes gigantes que aparecem pro servidor inteiro. Sozinho é difícil, junto é festa.
Até três pets te seguindo, cada um com um poder diferente. E dá pra fortalecer eles até +15.
Sobe seu facão até +15. Até o +9 é garantido. Dali pra frente, reza.
Vende o que não usa e compra dos outros jogadores. Tudo em réis, o dinheiro do jogo.
Cada nível te dá pontos pra jogar nos atributos do jeito que quiser. Depois encaixa até quatro Pedras Mágicas no seu personagem, cada uma com seus bônus, e fecha uma build que é só sua.
Tarefas diárias e semanais com recompensa, presente só por entrar e eventos com hora marcada, tipo a Invasão da Vila. Sempre tem o que fazer.
Guildas vão brigar pelo controle das terras do mapa. Quem conquista garante bônus pra todo mundo da guilda. Vai treinando.
Como jogar
Cria a conta, monta seu personagem e entra. O jogo te ensina o resto no caminho.
Roda no celular (vira ele de lado), mas no computador com Chrome é bem melhor.
Alguém tem que sair. Vai ser você?
Vendo se o servidor está no ar…